Home AGRO Focada nos números do Crop Tour, soja registra ligeira alta no pregão desta 4ª feira em Chicago

Focada nos números do Crop Tour, soja registra ligeira alta no pregão desta 4ª feira em Chicago

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A sessão desta quarta-feira (23) foi de ligeira alta aos preços da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Durante o pregão, as cotações da oleaginosa reduziram as valorizações e encerraram o dia com ligeiros ganhos entre 0,50 e 1,50 pontos. O contrato novembro/17 era cotado a US$ 9,38 por bushel, enquanto o janeiro/18 trabalhava a US$ 9,46 por bushel.

De acordo com dados da Granoeste Corretora de Cereais, as cotações encontraram suporte na decisão do governo dos EUA de taxar as importações de biodiesel da Argentina e da Indonésia. “A firmeza do óleo deu sustentação ao grão”, destacou a corretora.

Porém, as valorizações foram limitadas pela informação de cancelamento da compra de 640,9 mil toneladas de soja americana negociada para a China. O volume deveria ser entregue na temporada 2016/17. Embora seja um volume expressivo, o analista de mercado da De Baco Corretora de Mercadorias, Marcelo De Baco, reforça que esse é um movimento natural nessa época do ano.

O departamento ainda divulgou a venda 295,2 mil toneladas do grão para destinos desconhecidos. Do total, 11,2 mil toneladas deverão ser entregues na campanha 2016/17 e o restante, de 284 mil toneladas, no ciclo 2017/18.

Além disso, De Baco ainda reforça que o foco dos participantes do mercado está nos números do Farm Journal Midwest Crop Tour, renomado tour que acontece anualmente no Meio-Oeste dos EUA. Nesta quarta-feira, as equipes trouxeram importantes dados dos estados de Illinois e Iowa.

A contagem de vagens em espaços de 3×3 pés (ou, aproximadamente, 1m²) está abaixo do registrado em 2016 e também da média dos últimos três anos. Em Illinois, a média foi de 1.049 vagens em espaços de 3×3 pés e em Iowa, 1,277.90 em espaços de 3×3 pés.

O comportamento do clima no Meio-Oeste também continua no radar dos participantes do mercado. “As previsões climáticas para os próximos 15 dias diminuem os totais pluviométricos nos mapas para quase todo o Cinturão Agrícola. A rodada de chuvas pesadas em agosto parece ter finalizado”, destacou a Ag Resource Brasil em seu comentário diário.

Mercado brasileiro

No Brasil, o dia foi de ligeiras movimentações nos preços da soja, conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes. Em São Gabriel do Oeste (MS), o ganho foi de 1,82%, com a saca a R$ 56,00. Já no Oeste da Bahia, a valorização ficou em 1,17%, com a saca a R$ 58,00.

No Porto de Paranaguá, a saca disponível subiu 0,72% e encerrou o dia a R$ 70,00. O preço futuro também registrou alta de 0,72% e terminou o dia a R$ 69,50. Nos demais portos, a quarta-feira foi de estabilidade.

Já o câmbio caiu 1,22% nesta quarta-feira e encerrou a sessão a R$ 3,1421 na venda. Segundo dados da Reuters, a aprovação da Taxa de Longo Prazo em comissão mista acabou pesando.

“E o anúncio de novos ativos que serão privatizados pelo governo, levou o dólar a registrar a maior queda em mais de um mês e retornar ao nível de 3,14 reais”, reportou a Reuters.

Governo EUA Ajuda Consumo! (Agresources)

O Governo dos Estados Unidos decretou direitos compen- satórios dos norte-americanos sobre os produtores/exportadores de biodiesel na Argentina e Indonésia, sendo retroativo até maio. Em outras palavras, qualquer exportador que argentino ou indonésio que decidir vender biocombustíveis para os Estados Unidos estará sujeito a taxações significantes que variam de 41-68% sobre o valor da carga.

A notícia é tida como benéfica para os preços da soja norte-americana, que terá o consumo doméstico impulsionado pelas “restrições” de importação do produto.

Entretanto a AgResource lembra que os Estados unidos não possuem capacidade de processamento para suprir a própria necessidade de biocombustíveis, tanto é que as importações do produto superam as exportações desde 2012. Em 2016, os norte-americanos importaram 546 milhões de galões de biodiesel apenas da Argentina e Indonésia. Apesar das estimativas de esmagamento do país se elevarem, não podem- os descartar a necessidade de importação, visto que há 5 anos os EUA não consegue ser autossuficiente na produção e consumo de biodiesel.

Fonte: Notícias Agrícolas + AGR

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