Museu Agropecuário de Goiás

O Museu da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), instalado no Parque Agropecuário da Vila Nova, é o retrato de um passado não muito distante de criadores e agricultores no Cerrado Goiano. Ele retrata a vida destas pessoas marcada por muita labuta e a simplicidade no viver. A hierarquia no convívio social também é percebido nas relações entre “coronéis” e peões.

O visitante tem acesso a um cenário bucólico com arquitetura dos anos 20 a 40. O Museu da SGPA foi inaugurado em 15 de maio de 2006. Ele é constituído da magia dos antepassados e simboliza cada espaço da “roça”, desde a fazenda até a pracinha interiorana:

  • RANCHO DO PEÃO DO BOIADEIRO

    Registra a memória histórica dos peões que cumpriram importante papel no desenvolvimento da pecuária no interior brasileiro e que não foi diferente em Goiás.

  • CASA DA ADMINISTRAÇÃO DA SGPA

    Este ambiente representa a sede administrativa da entidade. O seu interior e sua arquitetura retratam um pouco da história narrada por meio do mobiliário, fotos, objetos e instrumentos, além de outros pertences.

  • CASA TRADICIONAL

    Nos idos de 1920, era normalmente construída em estilo colonial português. Simples na sua arquitetura, com duas águas e cobertura de telha ou telhão colonial, grossos e altos portais de madeira dura, com suas portas, janelas e janelões de uma ou duas folhas. Claro que a vista de quem chegava à janela era a rua.

  • CAPELINHA DE SÃO SEBASTIÃO

    Cidade interiorana que se prezava – como até hoje sobrevive a tradição – a Igreja era o símbolo máximo de uma sociedade local. Por isso, na sua simplicidade arquitetônica, a capelinha de São Sebastião, santo protetor e padroeiro dos criadores, encontra–se representada no Museu da SGPA. Nela, ocorrem os rituais das missas, novenas, quermesses, batizados, casamentos. A praça da capela de São Sebastião também funciona como local de “encontro” de pessoas amigas e aparentadas, dos prédios públicos e do comércio local.

  • PÁTIO CENTRAL

    Assim como a Praça da Igreja, o Pátio Central funciona como um centro que polariza a atenção de todos os visitantes do Museu. Onde podem ser vistas as oficinas (unidades produtivas) que abasteciam as feiras e os armazéns daquele momento. Vejam quais são:

  • OFICINA DO SELEIRO

    Assim como as oficinas do ferreiro, do mestre–carapina, do latoeiro, a oficina do seleiro desempenhou um significativo papel na história econômica do Brasil. Ela era responsável pela confecção de material para as tropas, em selas revestindo selins de madeira ou de ferro das montarias, arreios, chicotes, alforjes, bruacas ou surrões, perneiras, barrigueiras, mocilhas, peias, chapéus, bainhas e até calçados.

  • OFICINA DO FERREIRO

    O grande fabricante de ferramentas artesanais de uso utilitário, produzidas em sua pequena forja á base do ferro fundido. A produção era de enxadas, enxadões, foices, ancinhos, ferrões, machados, facas e facões, cutelos, ferradura, martelos, talhadeiras, armadura metálica das selas, agulhas, rebites, trilhos, argolões, etc.

  • OFICINA DE PRODUÇÃO DE SABÃO

    Com estrutura física sem luxo, a oficina de produção de sabão caseiro ou doméstico atendia as famílias locais.

  • OFICINA DE RAPADURA

    O espaço ocupado pela oficina de produção de rapadura é constituído por um rancho de duas águas, coberto por telhas coloniais comuns. Podemos destacar neste ambiente de trabalho a mesa/jirau de tabuado. Sobre ela, as formas em formato¬ padrão conectadas entre si, que recebem o melado do açúcar mascavo depurado, que após frio é desinformado.

  • OFICINA DE CACHAÇA

    Unidade de produção da aguardente , cachaça ou pinga, como desejar. O engenho de roda de ferro é da tradicional marca Stamato, nº 4, e movido à tração animal, cuja parelha de bois castrados presa a “almanjarra” moem a cana cortada nas pontas retirada do “piqueiro”. Em seguida, o caldo da cana fermentado é conduzido ao “alambique”. Depois de destilada passa pelo processo da caldeira.

  • OFICINA DO SERRADOR

    Uma pequena oficina de serrar toras de árvores que são transformadas em tábuas, pranchas ou pranchões.

  • MONJOLO

    Um engenho rudimentar que ocupa uma lateral ao lado da Casa da Fazenda, sendo desde os tempos do Brasil Colônia, até aos dias de hoje, um marco de referência cultural, em muitas das propriedades rurais, a exemplo das existentes no Brasil Central.

  • CASA DA FARINHA

    Conhecida também como Oficina de Farinha, até os dias de hoje ocupa um lugar de destaque entre as unidades de produção no meio rural do Brasil, que muito tem contribuído para à alimentação do povo brasileiro.

  • VENDINHA DO ZÉ DA CHICA

    Também conhecida como Venda e Bodega, distingue-se do armazém de secos e molhados pelo seu tamanho em termos de superfície ocupada pela prateleira, tulhas e balcão, e pela reduzida quantidade de produtos/mercadorias colocados à venda.

  • AMBIENTE DO CERRADO

    No interior do Museu da SGPA há também um pequeno cenário que representa um ambiente típico do subsistema de vegetação do Cerrado com animais empalhados de várias espécies.